A Tasca do Imso

Pensamentos de um gajo

Realidades Brutais

Há dias em que os nossos ombros parecem pequenos. Em que somos surpreendidos com realidades brutais, e em que se já admiramos e gostamos de alguém, passamos a compreender melhor essa pessoa…

É bom que continuemos a gostar da mesma maneira, nem mais nem menos, e que não seja o conhecimento dessas realidades que nos faça alterar a imagem que temos dessa pessoa, porque são daquelas coisas que não devem influenciar o nosso juizo. Ficamos sem dúvida a perceber melhor as coisas…o porquê de certas atitudes, de certas reações, mas de certeza que o melhor que podemos oferecer a essa pessoa é continuarmos exactamente os mesmos, porque é isso que importa…Estar lá em todos os momentos, bons e maus, e fazer sentir que no matter what somos incondicionais…

É para TI sim, e eu já era incondicional antes…e TU sabes.

 

Abril 10, 2008 - Publicado por Imso Obscure | 1 | | 2 Comentários

2 Comentários »

  1. Curioso que um dia alguém me escreveu algo muito parecido, quiçá em resposta interior a essa sensação de “ombros pequenos” que do outro lado era sentida. Alguém que me disse que “no matter what” estaria lá para mim também (as mesmas palavras, exactamente).
    E um dia esse alguém sumiu, qual D. Sebastião que não volta num dia de nevoeiro. Acho que foi demasiada pressão para dois ombros só.
    No teu caso sei que os tens bem fortes e que és incondicional, sorte de quem pode contar com eles.
    beijoca grande para ti!

    Comentário por Red | Abril 17, 2008

  2. Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

    Agostinho da Silva, in ‘Textos e Ensaios Filosóficos’

    Comentário por Piedro Ewing | Maio 5, 2008


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